...e vou te contar, senta aí.
É o seguinte: fiz uma pesquisa cá com meus botões e descobri o que é. Descobri sim, verdade. Calma que já te conto. Primeiro temos que esclarecer umas coisas. Minha pesquisa é séria e, como toda pesquisa que se preze, possui um método. Analisei todas as minhas experiências que julguei serem perpétuas e não o foram e todas aquelas que estavam sendo até o presente momento. A partir disso, tentei distinguir o que não é pra sempre e então, tcharaaam, descobri o que é. Vamos aos dados, pra dar mais credibilidade, né? Um total de sete amizades que jurava serem eternas e um amor. Tá, não é tanta coisa assim, ainda mais considerando que seis das sete amizades é uma coisa só, mas o que posso fazer? Sou uma pessoa sensata e não saio por aí achando que qualquer coisa é eterna não, viu?
O que não é eterno: momentos bons, DEFINITIVAMENTE não. "Uma hora a casa cái, mermão" já diria um amigo e seja lá o que ele quer dizer com isso, uma coisa é fato: eles passam. Consequentemente os sorrisos também. A perfeição demora, mas quando você se der conta já estará reclamando com alguém do fulano. A amizade passa. BFF hoje, conhecidas amanhã. A presença cotidiana passa rapidinho e o sofrimento pela distância também. Resumindo: vocês não vão ser amigos pra sempre, não vão se amar pra sempre e não vão ficar juntos pra sempre. Mas isso nunca foi e nunca será pra sempre. Tá acompanhando? Nós é que somos materialistas e achamos que o pra sempre se refere à matéria. Mas nããão, o pra sempre, por ser um conceito absoluto, só existe no mundo das ideias. E distorcendo um pouco a noção de mundo das ideias, - mentira, distorcendo totalmente, Platão que me perdoe - é razoável pensar que o que é pra sempre são as ideias. Deixa eu te mostrar no que quero chegar: a sua amizade com fulano vai acabar, um dia. Mas a ideia que você tinha dela, não. Até a memória passa, você não se lembra exatamente de todos os momentos, mas tem alguma coisa, algo que vai além, que faz seu coração disparar, o sorriso ficar bobo no rosto durante horas e os olhos brilharem quando encontra um veeelho amigo. É a ideia, e, como já diria aquele meu amigo: a parada é meio loki, mas não rolô movimento antes dela não.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Descobri o que é "pra sempre"...
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Luísa!
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5:40 PM
sexta-feira, 14 de maio de 2010
And I want all the world to see we've met
Você não sabe o quão rápido meu coração bateu quando você me disse aquelas sete primeiras palavras. Você não sabe o quão difícil foi pra eu esboçar aquele sorriso. Você não sabe da luta pra virar meu rosto, estender minha mão e falar meu nome. Não, você não sabe. Se soubesse não teria feito tudo parecer tão bobo. Não foi assim, não pra mim. Você não sabe o que foi ter o coração na boca por quatro dias seguidos, você não sabe o quanto eu tremi e o tanto que te xinguei querendo xingar a mim mesma. Você não sabe quantos planos de adotar uma nova identidade eu fiz. Não, você não sabe. E você nem imagina a facilidade com a qual arrancou um sorriso com aquelas vinte e uma palavras. Não, você não imagina. Se imaginasse estaria ao meu lado agora.
Ou não.
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Luísa!
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8:43 AM
terça-feira, 11 de maio de 2010
Guess who's back?!
Voltei de verdade, com mais do que um poema copiado e colado ou um diálogo de duas frases reproduzido. Voltei porque há uns dias a Luíza redescobriu isso aqui, gostou e pediu pra eu voltar. Luíza, pra quem não sabe, já apareceu em muitos dos textos das páginas anteriores. Nesse mesmo dia, fui dormir às duas e pouco da manhã, depois de finalmente terminar de ler um texto chato pra caramba de pscicologia jurídica, e reler tudo que já escrevi. Adivinhem, gostei do que li. Não porque os textos sejam bons, confesso que a maioria não o é, mas porque gosto do que eu era. Nós nos esquecemos do que já fomos e de vez em quando é bom se lembrar. Sabe aquela sensação de ler diários antigos?! A vergonha, os arrependimentos e os inevitáveis "não acredito que eu era assim"? Pois é, eu gosto disso.
*
E a sessão nostalgia continua...
porque o assunto preferido desse blog sempre foi eles, e esse sempre será meu assunto preferido.
1 gostava de metal melódico, escrevia poesias e tocava teclado. 2 tinha uma namorada e hoje se contar ninguém acredita, porque ele namora um cara gato pra caralho. 3 era fã de oasis e tinha um all star azul claro com uma estrelinha amarela. 4 foi pro primeiro dia de aula na nova escola, seis meses antes, com uma blusa do linkin park e de cara escutou um "linkin park, que merda". 5 era uma patricinha típica, nike shox rosa no pé, maquiagem no rosto e axé na cabeça. 6 era uma velha, em todos os sentidos, e tinha (ainda tem) um namorado imaginário. 7 falava alto, usava um vans que na época não era surrado e escutava the donnas. Em comum só o fato de não se encaixarem naquela escola. Isso há quatro anos atrás. Aquele ano de 2006 provavelmente fora o mais intenso da vida de todos eles. E não é possível que eles tenham vivido tanto quanto naquele ano. Falo isso com toda a certeza do mundo porque eu estava lá. Sim, eu estava lá em 2006 e sei o quanto eles riram, o quanto eles conversaram, o quanto eles cantaram, o quanto eles andaram por aquelas ruas, o quanto eles foram feliz e sabiam. E só eu sei como 2007 foi um soco no estômago. Foi a ressaca daquilo que mais parecia um sonho. Puta que pariu, 2007 foi uma uma grande merda. Só eu sei o quanto nós aprendemos e crescemos e mudamos naquele ano. Só eu sei o quanto eu chorei naquela merda de ano. Só eu sei o quão triste era andar por aquelas ruas cada dia com menos pessoas. E só eu sei como aquilo que parecia ser tão forte e eterno é de fato tão forte e eterno, mesmo tendo acabado.
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Luísa!
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6:51 PM
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Eternal sunshine
- Se esqueceu de mim, gigante?
- Eu nunca vou me esquecer de você, pequeno.
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Luísa!
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4:33 PM
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Não sou meu dono,
Quem sou é quem me ignoro e vive
Através desta névoa que sou eu
Todas as vidas que eu outrora tive,
Numa só vida.
Mar sou; baixo marulho ao alto rujo,
Mas minha cor vem do meu alto céu,
E só me encontro quando de mim fujo.
Quem quando eu era infante me guiava
Senão a vera alma que em mim estava?
Atada pelos braços corporais,
Não podia ser mais.
Mas, certo, um gesto, olhar ou esquecimento
Também, aos olhos de quem bem olhasse
A Presença Real sob disfarce
Da minha alma presente sem intento.
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Luísa!
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7:40 AM
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Printemps
A primavera é um dos meus temas preferidos para fitinhas que irão me acompanhar durante o corrido (e temido) fim de semestre. Algumas bandas são constantes nessas fitinhas: Belle and Sebastian (que na verdade é o maior clichê das mixtapes), Cat Power, Feist, Lavander Diamond, Meg Baird, Luisa mandou um beijo, Juana Molina..."Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores." Cecília Meireles - Primavera
Juana Molina
A cantora e compositora argentina iniciou sua carreira artística na TV, em 1989, e lançou seu primeiro disco, Rara, em 1996. Sua música, uma mistura encantadora de elementos acústicos, eletrônicos e sussuros em espanhol, rendeu o prêmio de "Best World Music Album of 2003" ao seu segundo disco, Segundo, que fora gravado em um estúdio caseiro, nos EUA. Em 2004 gravou o Tres Cosas, de onde saiu a música da minha fitinha de primavera, e que foi considerado por Jon Pareles, do New York Times, como um dos 10 melhores discos pop daquele ano. Son veio em 2006 e Un día foi lançado em 2008, no mesmo ano, fez shows com Feist. Aqui pelo Brasil ela apareceu em 2007, participando do minifestival Solitude, aquele com a Joanna Newson (USA), Wendy Mcneill (Canadá) e Niobe (Alemanha).
... sem mais enrolação, o que interessa: fitinha de primavera #1 Lado A / Lado B
