quarta-feira, 12 de agosto de 2009
domingo, 8 de março de 2009
Não sai...
Eu tinha que inventar alguma desculpa pra te ver mais um pouquinho que fosse, pra ganhar só mais um abraço, pra ver seu número no meu celular ligando pra eu ir pra porta de casa, inventei. Às seis horas da manhã eu olhava sonâmbula o celular, esperando que você me ligasse, esperando poder atender e escuatar "Prima, tô aqui na porta". A palavra saudade já me dá arrepios. Quero você aqui, sentado naquele banquinho em frente ao café de Deus, quero você ao meu lado no ônibus, quero você há quarteirões de distância de mim, não há cidades. Ontem e hoje choveu, você não sai com chuva, por favor, me diz que ainda está aqui. Não, não diz. Eu poderia citar 230 motivos pra não querer você longe de mim, mas não seria capaz de citar um pra que você ficasse. Vai, eu sei que é o melhor.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
K (e, definitivamente, não é de know how)
Não há nada melhor que uma tarde de muita risada, amigos e guitar hero. O motivo daquela festa surpresa foi esquecido durante cinco horas, 230km nem é tanto assim.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Pedaços de ontem.
O assunto vestibular é inevitável. Notas de corte, quanto sei lá quem fez, quem passou, quem não passou, quem deveria ter passado, os professores que não suportávamos e minhas inúmeras teorias. Eram esses alguns dos assuntos que eu, Luíza e Guilheme conversávamos dentro do ônibus, enquanto esse subia a rua da Bahia. Descemos em frente à biblioteca pública e fomos ao subway, como de costume. Enquanto comíamos o melt no pão de aveia e mel com molhos barbecue e (supostamente) mostarda e mel, como sempre, o Guilherme comentou que não desejava um terceiro ano como o nosso pra ninguém. Eu não, eu desejo. O terceiro e último ano não foi de grandes sacrifícios, pelo menos pra mim, mas um dos melhores anos que já tive. Quando passamos em frente à roxy me lembrei das peças sobre os livros do vestibular (péssimas, por sinal) que "assistimos", das risadas que não paravam um segundo, das pessoas reclamando disso, e das saídas após as peças. A praça da liberdade, os bares, as aulas que matei, os aprofundamentos com a nunna, o poker, os almoços, as festas, os cartazes, as piadinhas, os empurrões, aquelas pessoas que eu não suportava e que meses depois eram motivo de muita risada durante as aulas, tudo. Foi um ano ótimo e o vestibular era apenas um detalhe e a consequência de todos os anos anteriores de estudo, não de um único último ano.
Depois, em mais uma festa na casa do curumim, enquanto os pais dele viajam, a primeira desse ano, percebi que por mais que tudo mude, que cada um esteja num canto, algumas coisas não mudam. O fato de eu ter chegado hoje de manhã no francês sem voz já é suficiente pra ilustrar a noite de ontem. E, morram de inveja, meu horário é o único todo certinho, de segunda a sexta de 7:30 às 11:10hr. Sim, eu tenho certeza de que me matriculei pra um curso diurno da UFMG, haha.
sábado, 17 de janeiro de 2009
She & Him
Ontem eu percebi que tenho mais amigos que amigas. Me sinto bem mais a vontade entre um grupo de homens falando bobagem que entre um grupo de mulheres falando sobre maquiagem. E sim, eu consigo ir pra um bar, me sentar entre um monte de caras e rir, rir muito, sem pensar em quem eu quero pegar. Ter amigos é melhor. Você já escutou quais são os papos de mulher? Um saco. Tá que conversar sobre certas coisas no banheiro é ótimo, mas pra que estender essas conversas por uma tarde inteira? Por que você não consegue conversar sobre livros, discos e filmes? Tem que ser sempre sobre como ela está gorda e mesmo assim não tem bunda ou sobre algum cara. Tá, eu sou mulher e tenho também essas conversinhas (não sobre como estou gorda, haha), mas não o tempo todo. Eu quero humor negro, sarcasmo, merdas, violão na praça da liberdade sentados no chão. Quero sair andando por aí de madrugada, rindo, rindo, rindo, ir comer qualquer bobagem e não escutar reclamações acerca das calorias, quero me sentar num banco da praça, olhar pro céu, lembrar uma música e cantar desafinado, quero declamar um poema que meus amigos odeiam enquanto eles gritam implorando pra eu parar, quero entrar no banheiro do belas artes e constatar que eu estou feliz demais ao invés de que meu cabelo está uma bagunça, quero apostar corrida pelas ruas da savassi à noite. Mas eu também quero ir pro cineclube assistir um filme qualquer e morrer de chorar ao lado de uma amiga, pra depois sairmos rindo e irmos tomar qualquer coisa, quero alguém que tenha papos de banheiro comigo na hora certa, alguém que me mostre que ser dramática é algo muito normal, alguém que escute meus dramas e não me proponha uma solução tão racional, alguém que concorde comigo, alguém que declame aquele poema comigo, que vão ao banheiro do belas artes e ria enquanto constatamos que estamos felizes, que diga que eu peguei o cara mais bonito da festa, alguém que também goste de violão e praça da liberdade, alguém que vai inventar uma desculpa qualquer quando vir que eu estou quase chorando porque o idiota está tentando me torturar, afinal o que ele foi fazer com ela lá, aquele dia? Eu preciso de uma amiga que me mande e-mails, que me ligue pra dizer que aquele filme idiota que eu gosto estava passando e que ele é, oficialmente, o filme mais estúpido que ela já viu, só eu mesmo pra comprar um filme daquele, enquanto eu estava estudando pra uma prova. Eu preciso de alguém que ache minha magreza a coisa mais linda do mundo e diga que pareço uma supermodelo, que adore meus monólogos e ache meus planos de ir pros lugares menos turísticos do mundo a coisa mais incrível, preciso daquela pessoa que sorria, abra os braços e largue tudo pra sair correndo e me abraçar. Sabe, eu preciso de amigos, amigas e amig_s. E eu tenho. Obrigada.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
7
7 esperava demais, sonhava demais, planejava demais. Nada nunca deu certo, os monólogos permaneceram monólogos e os personagens se perderam em alguma das gavetas bagunçadas da sua memória. Nos últimos anos alguns tentaram colocar 7 no bolso e sair correndo, tentaram impressionar a menina do zine revolucionário, tentaram ficar com ela esta noite, tentaram deixar que ela escolhesse, tentaram mostrar quem ela era. Não adiantou. 7 era toda errada e gostava de coisas tortas. 7 se contorcia pra parecer torta o suficiente pras coisas tortas. Não deu certo. Foi 7 quem saiu correndo, foi 7 quem abandonou o zine, foi 7 quem dançou, foi 7 quem se anulou, foi 7 quem não quis ver. E então, quando menos esperava, quando não tinha plano algum, aconteceu tudo o que nunca tinha esperado e tudo o que esperava há muito tempo. Quando parecia ter encontrado seu começo, acabou. Fim.
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
A estrada vai além do que se vê.
segunda-feira, 21 de abril de 2008
A distância é algo maravilhoso, falam do tempo, e o que é o tempo senão a distância de dado fato? É a distância que nos permite a crítica, a veracidade e -o mais importante- o esquecimento. Esqueçam o esquecimento, ele nunca vai acontecer mesmo. Mas estar ciente do que se faz é ótimo, só de racionalizar já é perfeito, por quê? Você sabe a resposta dessa.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Carga de prova
Tudo me leva pra um lado. Justo aquele que eu quero ir, justo aquele que eu quero não querer ir. Sou mesmo bipolar, como diz o Guilherme. Um antagonismo só. Maldita primeira lei de Newton.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Tenho que parar de sentir por dois. Tudo o que sinto não é só por mim, é por mim e pelo outro, já que o outro, qualquer que seja a palavra que você utilize para substituí-lo, não sentirá. Pela lógica, eu deveria me decepcionar em dobro, mas é o contrário que acontece. Sempre me senti uma idiota por perdoar o outro com facilidade. O outro não precisava se desculpar, já estava perdoado. Mas perdoado de quê? Eu nem ao menos via motivos pra ter que perdoar. Ainda bem que tenho aulas de literatura com a Márcia. O sentimento é meu, se o outro, no caso, não quer, e daí? É meu. Mas bem que eu ficaria grata se alguém pudesse levar metade.
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Close
Se trancou naquele quarto pequeno e escuro, pegou o ipod e escutou a mesma música várias vezes, pra não esquecer. Até o sorriso ser arrancado e então... não esquecer o que mesmo? Esperou por isso tanto tempo que não tinha mais esperanças de que fosse mesmo acontecer. Com o tempo aprendeu, mesmo que inconscientemente, a ser menos intensa. Sem grandes pretenções, que venha o dia sete!
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Subjetivo
Abriu a porta de casa, jogou o casaco num canto qualquer, tudo o que desejava era deitar e não levantar tão cedo. Nem chegou a se atirar no sofá e teve que subir correndo as escadas, as janelas dos quartos estavam abertas e o vento forte fez duas portas baterem. Parou a porta do quarto da direita ao ouvir o barulho de vidro quebrando. Demorou algum tempo para abri-la, não queria ver aquela foto sob os cacos do porta-retrato, embora todos aqueles sorrisos e a união que aquela foto representava já estivessem quebrados, ela gostava de passar horas olhando-a, era como se esses últimos dois anos não tivessem existido, tudo era mais bonito, tudo era mais alegre. Então abriu, o porta-retrato estava inteiro, pelo jeito o vidro era mais resistente que aquilo que há dois anos ela jurava durar pra sempre. Dessa vez não demorou muito olhando a foto, nem sequer colocou o porta-retrato no lugar, deixou lá, desmontado, em cima da cama, e correu pra fechar a janela do outro quarto. Vendo suas fotos balançarem no painel por causa do vento, seus móbiles girando sem parar e ouvindo a janela de vidro bater inúmeras vezes, ela finalmente entendeu. O quê e o porquê ainda não sabe, talvez fosse o azul que saída da tv e coloria o quarto. Mas ela sorriu, voltou para o porta-retrato, era pra sempre.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
...
Cansei, preciso ir pro rio, logo. Só quero terminar de matar a saudade de algumas pessoas. Só algumas (bem poucas) pessoas me fazem querer ficar. Uma em especial me faz ficar desesperada pra dia vinte e cinco chegar, eu entrar no carro e ir embora. Não que eu não queira ir pra lá, não que eu não sinta falta da chaika e do koni, de andar na praia de noite, da lagoa, das livrarias, da toca do vinícius, do mam. Mas o principal motivo pra eu querer ir é estar longe. Eu não quero fugir de nada, na verdade é bem o contrário. Quero entender algumas coisas que estando aqui não vou entender, quero poder sair sem ter que encontrar pessoas que não ajudam em nada. Cansei de algumas, talvez eu tenha mudado muito e elas também. Cansei de incertezas, não quero que isso acabe como de costume, mas não sei o que fazer pra que isso mude. Talvez lá eu descubra.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Nem nós
Final de ano e eu resolvi ver o que realmente há e não o que eu conheço. Eu estava por aí no orkut e vi uma comunidade que me lembrou algo que pode ter sido exatamente meu maior erro. Na comunidade descobri que é uma música do Ramirez "Você nao vê? / As vezes que eu falei pra me esquecer / É so desculpa pra tentar saber se ainda sou / O que você sempre será pra mim". Era exatamente isso que eu sentia e fazia. Ele me passava toda a segurança que alguém poderia ter, mas mesmo assim, por causa dos meus conceitos pré formulados e do medo de o que os outros iriam pensar, eu não queria. Mas devia ser realmente muito forte, porque eu fiquei em dúvida, e tudo que desejava era que ele fizesse algo realmente. Acabou que eu perdi, tive outras chances de recuperar, mas perdi de vez. Agora mudou e eu gosto de como está, mas ainda me incomoda a idéia de que esse pode ter sido meu maior erro. A amizade dele hoje é algo que eu não trocaria, eu gosto tanto dele, admiro tanto, tenho sempre tanta coisa pra dizer a ele... é o único cara de quem meus amigos gostam, de todos que já conheceram. E o mais incrível que eu já conheci também. Talvez eu tenha errado, mas foi o melhor erro que já cometi, é mais do que um amigo, pelo menos pra mim. Faria qualquer coisa por ele. Não preciso citar o nome, ele sabe, eu sei, isso basta. "ninguém vai mudar nós dois".
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Eu mesma não conseguia ver isso, então poderia ser querer demais que outros vissem, mas muitos já conseguiram e eu não acho que é tão dificil assim de perceber, na verdade é até bem fácil. Eu não sou quem você acha que eu sou. Não sou, não sou mesmo. Sou fútil, fico caçando briga, sou extremamente infantil e prefiro pessoa idiotas a pessoas maduras. FODA-SE. EU SOU ASSIM. Talvez eu prefira não ser, mas eu sou e não ligo. Não mesmo. Sabe porque eu insisto no mesmo idiota de sempre? Porque eu GOSTO dele, com toda a idiotice e até por causa dela. Eu não sou melhor que ninguém, nem acho que sou, pelo menos isso eu tenho certeza, sempre tive, sou pior que muuuuuuitas pessoas, pior até que o tal do idiota. E por favor parem de dizer que eu mereço alguém melhor quando nem ele eu mereço. E foda-se tudo também.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
P.A. e P.G.
Como alguém pode ser tão idiota quanto eu? Ele fez o que ele fez, eu perdoei sem ele nem me pedir, e continuo completamante apaixonada por ele. Vai gostar de se foder assim. Por falar em se foder, minha cabeça está toda fodida, os machucados transforam ela em um motel, é a única explicação para o crescimento em P.G. da dor e em P.A. dos machucados. Vou amanhã ao médio, então meus amigos, saibam que eu amo vocês. Um que se arrependa de estar tão ocupado pra mim ultimamente, outro que se arrependa de ter mudado tanto e ele que se arrependa de tudo que fez. Mas não precisa, eu amo ele de qualquer jeito.
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Cinza
Os dias andava sem cor, as pessoas andavam sem graça, viver já virara rotina, ela nem percebia isso. Ele não percebia nada, os dias resumiram-se a movimentos repetidos involuntariamente. Eles eram involuntários, peças de uma mesma máquina. Eram seis horas da manhã, ela se levantou, com a calça xadrez velha e a blusa grande, amassada e suja, do Gang Green, foi ainda dormindo para a cozinha, não tinha café pronto, nem pó. Seis e doze, ele já estava pronto, estagiário de direito, teria uma audiência numa cidade ali perto, o dinheiro que ganharia mal pagaria a gasolina, estava faminto, mas só tinha pão velho em casa, todos os dias de manhã arrependia-se de ter saído da casa da mãe. Ela entrou no elevador minúsuculo e velho, fixava o olhar nas grades. A porta do elevador se abriu, ele entrou e viu uma menina, com calça xadrez desbotada e blusa do... GANG GREEN?! Ele olhou pra ela, a porta ainda aberta. Percebendo a demora, ela levantou o olhar, um cara parado a porta do elevador, por que não entrava? Ela acordou de uma vez, olhou para como estava vestida, a blusa ridiculamente grande e suja, ele olhava para sua blusa, sentiu o rosto queimando e cruzou os braços, tentando escondê-la. Ele percebeu o que estava fazendo, o rosto também começara a queimar, entrou, ainda pasmo, Gang Green?! Não trocaram uma palavra no elevador, ele fitava os pés, ela virara a cabeça, tudo o que desejava era poder voltar pro seu apartamento e trocar de roupa, mas apertar o botão para o oitavo andar, agora, parecia ainda mais ridiculo. Ele percebeu o quanto idiota estava sendo, precisava fazer alguma coisa. O elevador chegou. Ele apressou-se e segurou a porta para ela sair. Elegiou a camisa. Ela se assustou, perguntou se ele conhecia a banda. Ele riu desconcertado, era sua banda preferida. Ela só conseguiu sussurar um "legal" e dizer "até mais, estou indo na padaria". Ele também ia, estava faminto, mas não conseguiu dizer que iria acompanhá-la. Ele disse apenas um "até", pegou o carro, estava morrendo de fome, mas tinha a porra da audiência. Ela foi pra padaria, não se lembrava de mais nada, só do cara do elevador. Ela bebia o café distraidamente, derramou um pouco na blusa, um pingo de cor coloriu seu dia. Ele cantava "Skate to hell", na verdade berrava, viu uma barra de cereal embaixo do banco traseiro do carro, abaixou-se para pegar, demorou um pouco, pois do lado estava o capa do This Is Boston, Not L.A., lembrou-se da menina do elevador, como se já não estivesse pensando nela, mal podia esperar para chegar no prédio e perguntar ao porteiro quem era, não podia se perdoar por ter sido tão idiota. No dia seguinte desceu no mesmo horário, porém sozinha no elevador, foi perguntar para o porteiro, que estava com o jornal do dia na mão, quem era o cara do sexto andar que descera no dia anterior com ela, ele lhe mostrou o jornal e perguntou se era o cara da foto. Por uma fração de segundo ela chegou a inciar um sorriso, que logo se desfez ao ler a machete: Estudante morre em acidente de carro. O dia perdeu as cores, nem o branco restara, o preto absorvera tudo.
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Todo carnaval tem seu fim
http://globominas.globo.com/GMinas/0,23716,3399-p-532-308047,00.html
Pequeno, você vai fazer tanta falta. Ultimamente nos viamos tão pouco, mas você significou tanto pra mim, e ainda significa. Todos aqueles anos te vendo todas as manhãs, se eu pudesse viver tudo aquilo de novo... ah, tutu, você era meu melhor amigo. Quando nos reencontramos, quando você voltou, eu achando que você não ia se lembrar de mim, e você então abre aquele seu sorriso e fala "Ô, gigante, lembra de mim não?" EU VOU LEMBRAR, PEQUENO, PRA SEMPRE. Em você eu vejo o que a Fátima me falou uma vez, pode ter morrido cedo, mas você fez tanta coisa, aproveitou tão bem a vida. Desculpa a ausência nesses últimos anos, você não imagina a angústia que é nunca ter te falado o quanto te amava. Te amo, pra sempre. ♥
"Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia / Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado / De que o dia insiste em nascer / Mas o dia insiste em nascer / Pra ver deitar o novo // Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada / Toda Bossa é nova e você não liga se é usada / Todo o carnaval tem seu fim / Todo o carnaval tem seu fim / E é o fim, e é o fim"
sábado, 27 de outubro de 2007
Okame Hachimoku
Provérbio japonês que usa termos do jogo Go e que pode ser traduzido
literalmente como: "Observador de fora enxerga oito jogadas adiante".Fruits Basket nº1
Eu gosto de fazer quadrinhos quando quero esquecer algo, é como se eu tirasse aquela memória da minha cabeça e colocasse no papel, onde ela ficaria, só lá. É como no provérbio, quando o problema fica no papel é como se eu fosse apenas uma observadora, como se conseguisse enxergar adiante. Eu fiz isso com ele. Lá está ele, aprisionado em um papel, que conta os fatos mais relevantes desses dois anos. Enxerguei tudo aquilo que enxergava, mas ignorava, a verdade. Evito, não sinto falta, não quero encontrar, não faço tudo para sair. ELE. Não quero mais, não mesmo. Mas porque, ainda assim, de vez em quando ainda me pego rindo com ele, e porque toda essa vontade de fazê-lo enxergar, mudar?!
sábado, 20 de outubro de 2007
As borboletas e o blá-blá-blá
Achava que essa coisa de "não procure, não espere, deixe que te encontre" era coisa só de filme. Afinal, as pessoas conseguem nos confundir, primeiro falam que nós temos que correr atrás, que quem procura a acha e blablabla. Depois vêm com aquela historinha do "arrume seu jardim e deixe que as borboletas apareçam". Como correr atrás não estava funcionando muito bem, resolvi arrumar meu jardim mesmo.
Então a borboleta apareceu, e apareceu de novo. E agora, o que eu faço?
A) Continuo esperando (esperando o que? Ela aparecer de novo? E aí?), com meu jardim.
B) Corro atrás
É claro que, depois de me obrigar a fazer isso, eu resolvi correr atrás. Só não sei se acabei pisando nas minhas florzinhas e destruindo meu jardim.

