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domingo, 8 de março de 2009

Não sai...

Eu tinha que inventar alguma desculpa pra te ver mais um pouquinho que fosse, pra ganhar só mais um abraço, pra ver seu número no meu celular ligando pra eu ir pra porta de casa, inventei. Às seis horas da manhã eu olhava sonâmbula o celular, esperando que você me ligasse, esperando poder atender e escuatar "Prima, tô aqui na porta". A palavra saudade já me dá arrepios. Quero você aqui, sentado naquele banquinho em frente ao café de Deus, quero você ao meu lado no ônibus, quero você há quarteirões de distância de mim, não há cidades. Ontem e hoje choveu, você não sai com chuva, por favor, me diz que ainda está aqui. Não, não diz. Eu poderia citar 230 motivos pra não querer você longe de mim, mas não seria capaz de citar um pra que você ficasse. Vai, eu sei que é o melhor.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

K (e, definitivamente, não é de know how)

Não há nada melhor que uma tarde de muita risada, amigos e guitar hero. O motivo daquela festa surpresa foi esquecido durante cinco horas, 230km nem é tanto assim.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Pedaços de ontem.

O assunto vestibular é inevitável. Notas de corte, quanto sei lá quem fez, quem passou, quem não passou, quem deveria ter passado, os professores que não suportávamos e minhas inúmeras teorias. Eram esses alguns dos assuntos que eu, Luíza e Guilheme conversávamos dentro do ônibus, enquanto esse subia a rua da Bahia. Descemos em frente à biblioteca pública e fomos ao subway, como de costume. Enquanto comíamos o melt no pão de aveia e mel com molhos barbecue e (supostamente) mostarda e mel, como sempre, o Guilherme comentou que não desejava um terceiro ano como o nosso pra ninguém. Eu não, eu desejo. O terceiro e último ano não foi de grandes sacrifícios, pelo menos pra mim, mas um dos melhores anos que já tive. Quando passamos em frente à roxy me lembrei das peças sobre os livros do vestibular (péssimas, por sinal) que "assistimos", das risadas que não paravam um segundo, das pessoas reclamando disso, e das saídas após as peças. A praça da liberdade, os bares, as aulas que matei, os aprofundamentos com a nunna, o poker, os almoços, as festas, os cartazes, as piadinhas, os empurrões, aquelas pessoas que eu não suportava e que meses depois eram motivo de muita risada durante as aulas, tudo. Foi um ano ótimo e o vestibular era apenas um detalhe e a consequência de todos os anos anteriores de estudo, não de um único último ano.
Depois, em mais uma festa na casa do curumim, enquanto os pais dele viajam, a primeira desse ano, percebi que por mais que tudo mude, que cada um esteja num canto, algumas coisas não mudam. O fato de eu ter chegado hoje de manhã no francês sem voz já é suficiente pra ilustrar a noite de ontem. E, morram de inveja, meu horário é o único todo certinho, de segunda a sexta de 7:30 às 11:10hr. Sim, eu tenho certeza de que me matriculei pra um curso diurno da UFMG, haha.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Hoje foi meu último dia de terceiro ano, devido à enorme bagunça que fizemos na escola, realmente acabaram com aquilo, a aula de amanhã foi cancelada. Depois do segundo horário, descemos todos com apitos, depois de foguetes, gritos, e muito peido alemão. Lá embaixo começaram a jogar tinta, água, nos rabiscar... então começaram a soltar os bichos: rato, galinha, galo, peru, porco... e em meio a fumaça, bombas, gritos, tentativas de invasão e pânico, destruiram a escola. E quando digo destruiram é no sentido literal, vandalismo mesmo. Último ano na escola, último dia todos juntos, último dia da escola cheia, não poderíamos passar por isso sem fazer nada. Sim, é infantil. Mas só quem passa por isso sabe como é. Tenho 17 anos, não venha me exigir maturidade até ano que vem, pelo menos!
Agora percebi o quanto vou sentir saudades daquilo tudo. Reclamei muito daquela escola e daquelas pessoas. Mas descobri que eu aprendi a gostar disso tudo. Aquele colégio, apesar de todos os defeitos, tem algumas das melhores pessoas que já conheci. E embora eu não tenha sido das mais bem acolhidas naquele lugar e tenha passado um ano me sentindo deslocada e morrendo de saudades das minhas amigas, as pessoas que lá estudam são uma gracinha. Claro que existe quem seja insuportável, mas é minoria. Aprendi muito esse ano. E só por causa de pessoas que já foram o motivo de eu fechar a cara quando ia pra escola. O terceiro G, antes a sala mais fragmentada daquela escola, antes dividida por um muro, foi nesse fim de ano motivo de muitas risadas. Lá estavam algumas das melhores pessoas que já conheci. Pessoas que farão uma enorme falta nas minhas próximas manhãs. O consolo é que se todos passarmos para a segunda etapa, pelo menos no corredor, iremos nos encontrar. Aos meus colegas que nunca irão ler isso, todo o meu carinho, de longe. <3