quinta-feira, 4 de junho de 2009

Sete

Ciro Trevisan


O primeiro, foi um olhar rápido, quase um vulto. Enquantoconversava arrisquei um outro olhar rápido, ela me olhava. Não sabiase aquilo soava como um beijo ou um soco, mas meu corpo seu aqueceu derepente. Os olhares foram se tornando mais freqüentes, sempre,aventurados. Sentia o sangue circular rápido nas veias quando olhavapara ela.
Era uma felicidade completa, cheia de inteligência. Até um poucosobrenatural. Não sabia como ela fazia aquilo, mas sorria, nuncaparava de sorrir. E de falar. Se a colocassem na frente de um homemque nunca tinha visto antes, teria assunto pra dias. Mas não erachato, muito pelo contrário, podia passar horas ouvindo-a gesticular.
Confesso que algumas palavras não são completamente verdades,estava um pouco ofuscado. E era linda. 7 tinha manchas de sol pelocorpo que pareciam colocadas nos lugares certos para ocupar a atençãode um homem. Estava mesmo ofuscado.
Eu vou me casar com ela. Não é algo que pensei durante muitotempo, simplesmente veio. E parecia tão simples. E parecia tãocomplicada. E parecia tão linda. Foi tudo muito rápido, não deu muitotempo para raciocinar, ainda bem. Pensar estragaria o momento.
Não falei com ela. Vou ser sincero, faltava coragem, não vontade.Tinha medo de quebrá-la, ou coisa do tipo. Queria colocá-la no bolsoda calça e correr. 7.
Lindo demais, né?

terça-feira, 2 de junho de 2009

Marcelo Camelo

O show foi lindo, me apaixonei. :) Little Joy e Camelo solo são ótimos, mas nada comparado a Los Hermanos, "Além do que se vê" comprovou isso.


sexta-feira, 29 de maio de 2009



Vai chover de novo,
deu na tv que o povo já se cansou
de tanto o céu desabar,
E pede a
um santo daqui que reza a ajuda de Deus,
mas nada pode fazer se a chuva
quer é trazer você pra mim

Santa Chuva, Marcelo Camelo

sexta-feira, 20 de março de 2009

Amélie

Em janeiro recebi dois desafios: dizer sim à tudo e reparar nas pequenas coisas. Resolvi aceitar o segundo, essa semana, então aí estão as pequenas coisas bobas que me deixaram feliz esses últimos dias: ir a pé até o subway e comer um melt à malidax sozinha, voltar e ficar conversando no xerox vazio, encontrar o cara legal no ônibus, ver uma joaninha voando, reencontra pessoas na auto escola, conversar sobre design com o cara que conheci na auto escola, conversar com o porteiro na aliança francesa, conseguir um horário bom pras aulas de francês, descobrir um atalho pra voltar da aliança, ver uns caras fazendo malabarismo no coreto da praça da liberdade, ver a fonte ligada e passar por ela enquanto o vento jogava algumas gotas em mim, andar do outro lado da rua e descobrir uma casa antiga e um cartório, conversar na porta do xerox lotado, encontrar a Raissa no ponto de ônibus, receber uma boa notícia por e-mail. :) E descobrir, por acaso, o novo CD do Luísa mandou um beijo:


Stay beautiful, não se esqueçam do que a Sarah disse! *:

domingo, 8 de março de 2009

Não sai...

Eu tinha que inventar alguma desculpa pra te ver mais um pouquinho que fosse, pra ganhar só mais um abraço, pra ver seu número no meu celular ligando pra eu ir pra porta de casa, inventei. Às seis horas da manhã eu olhava sonâmbula o celular, esperando que você me ligasse, esperando poder atender e escuatar "Prima, tô aqui na porta". A palavra saudade já me dá arrepios. Quero você aqui, sentado naquele banquinho em frente ao café de Deus, quero você ao meu lado no ônibus, quero você há quarteirões de distância de mim, não há cidades. Ontem e hoje choveu, você não sai com chuva, por favor, me diz que ainda está aqui. Não, não diz. Eu poderia citar 230 motivos pra não querer você longe de mim, mas não seria capaz de citar um pra que você ficasse. Vai, eu sei que é o melhor.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Dia 25 de agosto de 2007

cheguei horas mais cedo ao show de uma banda da qual não gostava, o GJ e o Guilherme eram uns dos primeiros da fila, que àquela hora estava minúscula. Descemos até a praça, onde alguns fãs fantasiados pintavam os rostos uns dos outros e, claro, queriam fazer o mesmo com o meu. "Não, obrigada, eu tinha que estar em outro show, não aqui." Quando voltamos a fila já estava enorme e, graças a uma semi-conhecida apaixonada por um amigo nosso, entramos mais rápido. Ficamos o máximo que foi possível sentados no chão, aquele lugar que eu não suporto encheu logo e ficou quente, quente, quente. Depois de mais de uma hora de atraso o show finalmente começou. "Sem horas e sem dores, respeitável público pagão! (...) afinal, a má gramática da vida nos põe entre pausas, entre vírgulas e estar entre vírgulas pode ser aposto e eu aposto o oposto que vou cativar a todos." Pelo menos a mim ele cativou. Teatro mágico não é banda de se escutar em qualquer lugar, fora do show, as letras são legais, até, mas algumas carregadas de clichês e pieguismo, e os fãs que idolatram o tal do Fernando bem que mereceram aquela reportagem da veja e todos os artigos que já li por aí criticando-os. Teatro mágico é banda de ir ao show, enquanto se encanta com o que os outros integrantes aprontam no palco, ou em cima do respeitável público pagão, você nem dará muita bola pro Fernando e, quando perceber, estará até dançando e cantando um trecho daquela música baranga. Depois do show talvez você consiga escutar algumas músicas enquanto vai pra algum lugar, mas enjoa, teatro mágico vale pelo show. E um só já está de bom tamanho.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

K (e, definitivamente, não é de know how)

Não há nada melhor que uma tarde de muita risada, amigos e guitar hero. O motivo daquela festa surpresa foi esquecido durante cinco horas, 230km nem é tanto assim.