quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Todo carnaval tem seu fim

http://globominas.globo.com/GMinas/0,23716,3399-p-532-308047,00.html
Pequeno, você vai fazer tanta falta. Ultimamente nos viamos tão pouco, mas você significou tanto pra mim, e ainda significa. Todos aqueles anos te vendo todas as manhãs, se eu pudesse viver tudo aquilo de novo... ah, tutu, você era meu melhor amigo. Quando nos reencontramos, quando você voltou, eu achando que você não ia se lembrar de mim, e você então abre aquele seu sorriso e fala "Ô, gigante, lembra de mim não?" EU VOU LEMBRAR, PEQUENO, PRA SEMPRE. Em você eu vejo o que a Fátima me falou uma vez, pode ter morrido cedo, mas você fez tanta coisa, aproveitou tão bem a vida. Desculpa a ausência nesses últimos anos, você não imagina a angústia que é nunca ter te falado o quanto te amava. Te amo, pra sempre. ♥

"Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia / Toda trilha é andada com a fé de quem crê no ditado / De que o dia insiste em nascer / Mas o dia insiste em nascer / Pra ver deitar o novo // Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada / Toda Bossa é nova e você não liga se é usada / Todo o carnaval tem seu fim / Todo o carnaval tem seu fim / E é o fim, e é o fim"

sábado, 27 de outubro de 2007

Okame Hachimoku

Provérbio japonês que usa termos do jogo Go e que pode ser traduzido
literalmente como: "Observador de fora enxerga oito jogadas adiante".

Fruits Basket nº1

Eu gosto de fazer quadrinhos quando quero esquecer algo, é como se eu tirasse aquela memória da minha cabeça e colocasse no papel, onde ela ficaria, só lá. É como no provérbio, quando o problema fica no papel é como se eu fosse apenas uma observadora, como se conseguisse enxergar adiante. Eu fiz isso com ele. Lá está ele, aprisionado em um papel, que conta os fatos mais relevantes desses dois anos. Enxerguei tudo aquilo que enxergava, mas ignorava, a verdade. Evito, não sinto falta, não quero encontrar, não faço tudo para sair. ELE. Não quero mais, não mesmo. Mas porque, ainda assim, de vez em quando ainda me pego rindo com ele, e porque toda essa vontade de fazê-lo enxergar, mudar?!

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Este lado para cima

Ela fingia não escutar os gritos, fingia não ligar. Era como uma fortaleza, uma fortaleza de areia. De forte mesmo só tinha as dúvidas. E fora ela e suas interrogações dormirem, ignorarem. Sorria para os outros como se estivesse feliz, culpava a noite mal dormida pela cara de abatida e o vento pelos olhos constantemente cheios d'água. Ela era frágil, sabia disso. E esse foi o vento, o mar de ressaca, que levou toda a sua estrutura. Qualquer coisa agora era motivo para chorar. Qualquer frustação. Qualquer coisa pequena. Queria brigar, e brigava por qualquer coisa, com qualquer um. Queria gritar e gritava sem razão. Pouco a pouco afastava as pessoas, pessoas que não tinham culpa de nada. Pouco a pouco ficava sozinha, isolada, e ainda mais frágil. Acostumara-se com a solidão e fingia gostar dela. Gostava de ver as pessoas, de ficar sozinha, mas esse talvez não fosse o melhor momento. Ou fosse. Ela era apenas uma garota de dezesseis anos, com muitas dúvidas e inseguranças e uma única certeza: de que ela não tinha nada de concreto. CONCRETO. Chuá.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Filho de peixe, peixinho é?

Hoje foi o primeiro dia do projeto da rádio da escola. Na verdade, o primeiro dia foi a palestra, hoje que começamos a organizar os programas e a gravar, e hoje foi o primeiro dia que eu fui. Eram treze alunos, dos primeiro e segundo anos, com média acima de 8o% em tudo. Só dez vão participar. Só cinco foram hoje. Eu e Guilherme os únicos do segundo ano. Nós fizemos sobre a influência dos pais na escolha profissional dos filhos, junto com a Ana. E em umas três horas já tínhamos nossa pílula toda pronta: vinheta, depoimentos e jornal. Só falta editar. Tudo gravado até. Foi ótimo fazer e gravar, melhor do que eu esperava. E ficou muuuito legal! Daqui a quinze dias nos encontramos de novo, na UNI, pra gravar o próximo. É ótimo poder decidir o que fazer, como fazer e FAZER. O tema é orientação profissional, mas dentro disso podemos fazer o que quisermos e ir gravar naquela sala, na UNI, é muito bom.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Dom Casmurro

"Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acorde imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá a idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios." Machado de Assis

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Um pouco de cor

Os dias não estão sendo como deveriam ser, algumas coisas estão dando errado, mas pela primeira vez sinto que posso mudar. As coisas não são como deveriam, isso é fato. E nunca vão ser como eu esperava. Estou aprendendo a lidar com isso. Ontem não foi como o planejado, mas eu não deixei que aquilo estragasse meu dia e me agarrei a uma cor. E é esse o truque, se agarre à primeira fração de felicidade que aparecer. É incrível como algo tão simples conseguiu fazer eu esquecer todo o resto. É, as pessoas.
[edit] Nada melhor que tomar sorvete, ouvindo Sanseverino, com o vento frio entrando no quarto. :) [/edit]

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

FIQ


Festival Internacional de Quadrinhos '07. Qualquer fã de quadrinhos pode imaginar o quão feliz eu fiquei ao chegar num evento desses. Primeiro minha mãe me arrastou pra leitura e eu quase desmaiei em meio a tantos mangás, minha mãe ia achando uns livros interessantes de mangá e me dando, achei o mangá do "O estranho mundo de Jack" era o único que tinha lá, quando eu comprei, depois começavam os quadrinhos e eu quase desmaiei de novo. Compramos que nem loucas, minha mãe sempre fica desorientada nessas feiras. Depois ficamos olhando as exposições, lindas, lindas, lindas. Destaque para a da marvel, do "Julia, as aventuras de uma criminóloga" e o primeiro, que não me lembro qual era o tema, mas lembro que gostei. A idéia das árvores (foto), que por sinal ficaram lindas, foi muito legal, cobrir com quadrinhos que as pessoas mandavam, como nos eventos da Europa, pena que foram poucas as pessoas que mandaram. Eu ia até mandar um meu, o que eu fiz pro jornalzinho de geografia, mas o jornal tava com a Luíza. A exposição dos mangás também estava linda, babei em um monte. A programação tava muito boa, pena que perdi muita coisa.
Hoje foi um dia perdedor, mas pequenas coisas compensam. Fui no tênis, não tinha tênis, voltei pra casa. Cheguei no inglês, fiquei lá meia hora, quando estava quase na hora da minha aula começar acaba a luz e a aula é cancelada, fiquei lá mais uma hora. Resultado: horas perdidas, e amanhã ainda tenho prova. Mas algumas pessoas fazem muita coisa valer a pena, coisas simples, que me fazem esquecer tudo e ter alguns momentos de felicidade, quando tinha milhões de motivos pra estar emburrada. Não sejam anti-sociais, eu, que me orgulhava tanto disso, percebi que ser legal é muito melhor. Não que eu seja legal, mas pelo menos não me excluí. :)